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Mostrando postagens de 2012

Auto Estima

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Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos.(Nm.13.33). A auto-estima é o bem mais precioso que o individuo tem na sua vida emocional. É o conceito que cada um tem de si mesmo, é a avaliação que cada um faz de si mesmo. É como o individuo se vê. A construção desta auto estima vai se tornando realidade desde a infância e passa pela adolescência, a partir da transmissão de amor por parte dos pais, principalmente da mãe, - carinho, atenção, compreensão, cuidado, proteção, disciplina, educação, zelo, calor humano, incentivo, - da transmissão de valores familiares/sociais saudáveis - respeito ao outro ser humano, respeito aos limites e as leis, temor de Deus, respeito a vida, respeito as diferenças etc. através, tambem dos pais e da escola e nas mais diversas agencias socializadoras da vida. Se a criança cresce num lar marcado pela violência, aliena...

A dor do fracasso

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Quem nunca fracassou na vida? Eis ai um dos piores males da raça humana no plano emocional: o fracasso, seus efeitos e a dura realidade de ter que conviver com as suas lembranças amargas. O fracasso desencadeia dentro de nós um misto de dor e depreciação pessoal, um sentimento de desvalor que se acentuam quando se encontra com um problema de baixo auto-estima que já vinha nos torturando há algum tempo. O fracasso é maior ou menor nos seus efeitos, dependendo do contexto social em que viemos. É quando as estruturas erigidas com altíssimos níveis, seja lá o que for, nos obriga a sermos quase perfeitos, impecáveis, sem mácula, sem hesitação, sem titubeio, sem falhas, sem fraquezas. Interiorizamos esse padrão, e passamos a exigir de nós mesmos, o tempo todo. Tal atitude mental nos remete para um poço sem fundo de desgaste emocional torturante. Daí surge uma possibilidade tremenda de depressão, fomentada pelo nível de estresse altíssimo desencadeado por esta necessi...

Para alma abatida

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Minha alma ainda os conserva na memória, e se abate dentro de mim. (Lm.3.20).     Este versículo me faz pensar numa pratica emocional muito comum e recorrente entre nós seres humanos. Principalmente nós, de sangue latino; com inclinações emocionais intensas, e a tendência para dramatizar e super-valorizar os problemas da vida numa perspectiva emocional     Profeta Jeremias viu a destruição de Jerusalém, e as imagens da destruição ficaram gravadas na sua memória, no seu consciente e no seu subconsciente. As imagens da tragédia ficaram circulando na sua mente, produzindo angustia, dor, e sofrimento profundo.     As lembranças das tragédias, agressões, e lutas que vivenciamos na vida são danosas para o nosso psiquismo porque, geralmente elas vêm carregadas de dor, vergonha, amargura, rancor; o que gera uma desconforto muito grande na alma.     A todo o momento vem as lembranças e com elas a dor, a angustia, o medo, o trauma...

Vida de Cativeiro

É interessante lendo o final do livro de Jó, perceber que o estado de perdas que Jó vivenciava, era uma estado de cativeiro (Jó.42.10).. Assim foi descrito pelo autor, utilizando um substantivo feminino da língua hebraica que significa: exílio, prisioneiro, cativo, essa palavra denota um estado de exílio, como um ser tomado como despojo de guerra .  o termo hebraico tem dois sentidos muito fortes: O primeiro sentido é de alguém que foi levado cativo, como espólio de guerra, por um exercito inimigo, e o segundo sentido mais forte  é a ação de Deus libertadora, que resgata seus filhos cativos, das mãos de seus inimigos. Assim, o que se vê, é um homem refém das perdas, da desgraça, da escassez. Mas o que se tem de mais forte do drama de Jó, são as implicações emocionais deste cativeiro, por que são as percepções emocionais que dão força, dramaticidade, textura, paixão, e poesia em todo o seu drama de vida. Sim, Jó era um cativo emocional, de um sentimento de dor, sem precedentes....

Vivendo a Paz

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Qual a natureza da paz de Deus? Como se manifesta na vida? A paz de Deus é basicamente a paz com ele, através do sacrifício de Cristo e na reconciliação que ele operou em nós em relação a Deus, e que se manifesta na quietude interior de cada um de nós e mais tarde, nas relações diversas que vivenciamos na vida. “Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo,” (Rm. 5.1). O grande desafio é discernir se essa paz é apenas um ato soberano de Deus, onde se faz manifestar independente de nossas ações ou esforço ou se é, fruto da apropriação, do esforço humano, da busca humana nele. O evangelho de marcos nos dá conta de que a paz com as pessoas é um dever nosso, uma atitude, e ele descreve  isso com a expressão: “ guardai” . “Bom é o sal; mas, se o sal se tornar insípido, com que o haveis de temperar? Tende sal em vós mesmos, e guardai a paz uns com os outros” (Mc. 9.50). Guardar tem o significado de conservar, manter, preservar. ...

A grandeza e a mediocridade caminham dentro de nós.

Gideão e os midianitas são realidades opostas que nós vivenciamos em nós todos os dias. Os midianitas são o exemplo de grandeza para o lado de fora: um exército grandioso, forte comparado a nuvem de gafanhotos. Sua imagem era aterradora, posto que a quantidade de soldados confundia-se como horizonte, e cobria todo o vale. Alem disso, seus ataques eram ferozes: saqueavam, destruíam e empobreciam os israelitas. Tais ações intermitentes: traumatizaram os israelitas, provocando pânico, terror, desesperança e dor. Note que tudo no que se refere aos midianitas acontece por fora, são existências e ações externas, visíveis, ostentadoras, imagens fortes para os olhos. Mas por dentro os midianitas são frágeis, e Deus revela isso através do sonho do soldado midianita. No sonho um pão de cevada, derruba uma barraca (tenda) midianita. O psiquismo humano através do sonho revela os segredos do inconsciente pessoal e coletivo como: temores, ansiedades, frustrações, aspirações, desejos, n...

Quem se importa

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“Quem deu crédito à nossa pregação? e a quem se manifestou o braço do Senhor?” (Is. 53.1). “Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum”. (Is. 53.3). Morrer por um propósito justo é a maneira mais linda de se partir deste mundo, e Jesus morreu assim. Mas eu fico refletindo sobre aquela sexta-feira desde a manha até o entardecer, quando Jesus caminhou para o calvário. Percorreu a via cruzes, foi vitima de olhares e falas: reprovadoras, críticas e condenatórias. Os comentários eram diversos, muitos solidários porem outros acusadores. Mas o que mais me impressiona é o fato de que algumas pessoas ( e nas multidões sempre existem essas pessoas) não sabiam quem ele era, e nem porque estava sofrendo daquele jeito, mas traziam dentro de si, emoções resistentes em relação a ele. É gente que vive a vida de forma alienada, absorta em seu ...

Vai valer apena...

É um dia vai valer apena mesmo : A dor que se sente diante da morte de gente que agente ama; A dor que se sente pelas feridas produzidas por pessoas que nós amamos e durante muito tempo confiamos; As decepções com lideres e liderados; As crises que nos aproximaram de Deus; As noites de dor e lágrimas sem dormir;   Sim, vai valer apena: As necessidades de pão e de vestes que sofremos na vida; As privações que vivenciamos desde menino; As batalhas travadas contra satanás; As lutas com pessoas que se deixaram usar de forma consciente, lúcida pelos espíritos mais perversos deste universo; As contradições da vida; As perdas dolorosas que sofremos; A busca angustiante por Deus e pela sua verdade no tempo da nossa ignorância evangélica, até que chegássemos a maturidade da paz, da quietude e do sossego nEle;   Vai valer apena ter tido que entrar em conflito com a teologia quando ela, limitada que é, não conseguiu nos explicar Deus de maneira que sossegasse nossas almas no tempo ...