Julgar
Mas ele lhe respondeu: Homem, quem me constituiu a mim juiz ou repartidor entre vós? (Lucas 12:14) Este versículo está situado num contexto, onde um homem vem a Jesus rogando-lhe que intervenha como mediador, como juiz, num litígio entre irmãos por causa de uma disputa de bens. Jesus tinha todo o poder, integridade e autoridade para exercer juízo o tempo todo, mas, aqui, nem ele o queria ser. Nós porem, vivemos vestindo a toga de juíz e julgando, condenando, arbitrando sobre os outros o tempo todo. Nesse texto, porém, quero focar no juízo profético, quase divino, que exercemos sobre os nossos irmãos no meio religioso. Neste sentido, nós nos colocamos pretensamente como conhecedores da vontade de Deus para o outro. O problema, é que nem sempre Deus está falando através de nós. Além disso, quando Deus fala através de nossas vidas, a entrega do conteúdo profético, se dá de forma vaidosa; com excesso de manifestações humanas, comprometendo assim a pureza e a legitimidade ...