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Mostrando postagens de 2017

Peso da Culpa (Parte I)

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"Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade". (Gn.42:21). A culpa não é apenas uma afirmação judicial  decretada quando alguém, depois de cometer um crime é investigado julgado e condenado por esse crime, como reconhecimento da culpa desse alguem. Também não é apenas um reconhecimento pessoal dos erros que se comete na rotina da vida. A culpa também é um fator psicológico, um sentimento, uma realidade emocional, uma neurose, uma patologia emocional, uma dor emocional que provoca uma série de outros sofrimentos emocionais e comportamentos doentios. Veja esses homens, são os irmãos de José: depois do mal que lhe fizeram (O lançaram  numa cova,  venderam-no para os ismaelitas,  se omitiram diante dos gritos de desespero dele dentro da cova e mentiram para o seu pai Jacó  dizendo que ele estava morto), passaram a...

Cativeiros

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Ter que ficar é difícil. Não poder sair, não poder se mover. Viver a sensação de prisão, de cativeiro, de ausência de liberdade. Sentir-se impotente e muito ruim, é frustrante, constrangedor. Penso que essa era a sensação que Jó sentia; uma ausência de autonomia, de energia de controle da própria vida e das circunstâncias a sua volta. O pior é que antes do capitulo 41 e 42, quando não havia explicação de nada, Jó fica a mercê das dúvidas, questionamentos, medos, conflitos e acusações sem obter respostas. Penso que igual ou pior que não ter liberdade é não saber por que perdeu a liberdade. Jó só vai entender definitivamente tudo o que aconteceu no final, numa palavra espremida dentro de uma frase, que por sua vez, inserida estava dentro de um contexto muito significativo: “E virou Deus o cativeiro de Jó, quando este orava pelos seus amigos”. É, senhoras e senhores, Jó estava num cativeiro.... Isso explica tudo: explica porque coisas tão absurdas aconteceram; explica porqu...

Orando contra a angústia

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Lucas 22: 44 E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o chão. "Posto em agonia,  orava mais intensamente" A angustia é desconfortável para a oração no sentido de que, tira a concentração, a serenidade, a boa ordenação das ideias e das pensamentos. Também  desassossega a alma, inquieta o ser, produz ansiedade, diminui a capacidade de pensar e articular palavras. Além disso, o angustiado não se satisfaz com qualquer consolo, explicação ou conselhos.  Que o diga Jó. Daí, a dificuldade para se estar quieto em oração; a dificuldade para se submeter a disciplina da oração; a dificuldade para crer que uma ferramenta tão subjetiva e aparente- mente teórica  e desprovida de ação e pratica na vida, vai atingir o foco da aflição, vai intervir na vida objetiva, vai mover Deus em nosso favor, vai pacificar o ser, vai trazer um amanhecer de esperança para a alma em convulsão. Neste texto, Jesus n...
Parece que nascemos programados para consumir. É como se um programa  de computador  fosse instalado dentro de nós, que nos faz agir, pensar, sentir e nos comportar a partir do consumo, da aquisição, da obtenção,  da realização pessoal, da  satisfação  e da felicidade.  Quando tais valores não se concretizam, a vida emocional adoece.  E  adoece justamente porque ,  rodamos com esse programa, que nos condiciona a sermos felizes a partir das realizações mais simples as mais complexas.  Uma vez programados para sermos felizes a partir das satisfações mais diversas da vida, se tais satisfações não se concretizam, passamos a viver sob o signo da ansiedade, do mau humor (amargura), e da infelicidade.  Mas, não é só o consumo desenfreado, patológico, compulsivo de bens secundários a que me refiro; falo também desta realização de sonhos, de projetos, de planos. Coisas boas e muitas vezes necessárias, como uma casa por exemplo. Tais a...