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Mostrando postagens de outubro, 2012

Auto Estima

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Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos.(Nm.13.33). A auto-estima é o bem mais precioso que o individuo tem na sua vida emocional. É o conceito que cada um tem de si mesmo, é a avaliação que cada um faz de si mesmo. É como o individuo se vê. A construção desta auto estima vai se tornando realidade desde a infância e passa pela adolescência, a partir da transmissão de amor por parte dos pais, principalmente da mãe, - carinho, atenção, compreensão, cuidado, proteção, disciplina, educação, zelo, calor humano, incentivo, - da transmissão de valores familiares/sociais saudáveis - respeito ao outro ser humano, respeito aos limites e as leis, temor de Deus, respeito a vida, respeito as diferenças etc. através, tambem dos pais e da escola e nas mais diversas agencias socializadoras da vida. Se a criança cresce num lar marcado pela violência, aliena...

A dor do fracasso

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Quem nunca fracassou na vida? Eis ai um dos piores males da raça humana no plano emocional: o fracasso, seus efeitos e a dura realidade de ter que conviver com as suas lembranças amargas. O fracasso desencadeia dentro de nós um misto de dor e depreciação pessoal, um sentimento de desvalor que se acentuam quando se encontra com um problema de baixo auto-estima que já vinha nos torturando há algum tempo. O fracasso é maior ou menor nos seus efeitos, dependendo do contexto social em que viemos. É quando as estruturas erigidas com altíssimos níveis, seja lá o que for, nos obriga a sermos quase perfeitos, impecáveis, sem mácula, sem hesitação, sem titubeio, sem falhas, sem fraquezas. Interiorizamos esse padrão, e passamos a exigir de nós mesmos, o tempo todo. Tal atitude mental nos remete para um poço sem fundo de desgaste emocional torturante. Daí surge uma possibilidade tremenda de depressão, fomentada pelo nível de estresse altíssimo desencadeado por esta necessi...

Para alma abatida

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Minha alma ainda os conserva na memória, e se abate dentro de mim. (Lm.3.20).     Este versículo me faz pensar numa pratica emocional muito comum e recorrente entre nós seres humanos. Principalmente nós, de sangue latino; com inclinações emocionais intensas, e a tendência para dramatizar e super-valorizar os problemas da vida numa perspectiva emocional     Profeta Jeremias viu a destruição de Jerusalém, e as imagens da destruição ficaram gravadas na sua memória, no seu consciente e no seu subconsciente. As imagens da tragédia ficaram circulando na sua mente, produzindo angustia, dor, e sofrimento profundo.     As lembranças das tragédias, agressões, e lutas que vivenciamos na vida são danosas para o nosso psiquismo porque, geralmente elas vêm carregadas de dor, vergonha, amargura, rancor; o que gera uma desconforto muito grande na alma.     A todo o momento vem as lembranças e com elas a dor, a angustia, o medo, o trauma...

Vida de Cativeiro

É interessante lendo o final do livro de Jó, perceber que o estado de perdas que Jó vivenciava, era uma estado de cativeiro (Jó.42.10).. Assim foi descrito pelo autor, utilizando um substantivo feminino da língua hebraica que significa: exílio, prisioneiro, cativo, essa palavra denota um estado de exílio, como um ser tomado como despojo de guerra .  o termo hebraico tem dois sentidos muito fortes: O primeiro sentido é de alguém que foi levado cativo, como espólio de guerra, por um exercito inimigo, e o segundo sentido mais forte  é a ação de Deus libertadora, que resgata seus filhos cativos, das mãos de seus inimigos. Assim, o que se vê, é um homem refém das perdas, da desgraça, da escassez. Mas o que se tem de mais forte do drama de Jó, são as implicações emocionais deste cativeiro, por que são as percepções emocionais que dão força, dramaticidade, textura, paixão, e poesia em todo o seu drama de vida. Sim, Jó era um cativo emocional, de um sentimento de dor, sem precedentes....